quarta-feira, 19 de março de 2014

Olhos críticos, coração sensível

Fui surpreendido com um email da turma do Genizah, um site de "apologética" com humor, solicitando a liberação de um texto meu sobre letras da música gospel. Como já estava publicado no meu blog (eliseudelima.blogspot.com), liberei a publicação do mesmo no site "apologética" com humor, do Genizah.

(http://www.genizahvirtual.com/2010/03/e-rir-pra-nao-chorar.html)

Pouco tempo depois, recebi outro email do mesmo responsável, perguntando se eu não tinha mais textos naquela linha. Que linha? nessa linha de criticar com humor! Eu disse que não, mas o que eu tinha estava a disposição!

Não serviu!

O lado bom, foi o aumento de visitantes que passaram pelo meu blog, muitos comentários, uns criticando, outros elogiando... Uns mandaram eu ir pra Universal tomar um banho de descarrego, outros disseram ser um bom texto.

Sei que durante um bom tempo, houve uma movimentação bem maior no meu blog, interagir com muita gente. Uns mais exagerados, outros menos, mas o grupo dos que tinham olhos apenas críticos era bem maior.

E continua sendo! É muito fácil criticar, perceber os erros e fazer humor com os defeitos dos outros... Tem muita gente que só tem olhos críticos, mas um coração nada sensível.  

Sempre tive olhos críticos, mas nunca perdi a sensibilidade do meu coração ao olhar para ela. O humor sempre fez parte da minha vida... E quando comecei a fazer o uso do humor na igreja, não era algo tão normal, até porque não era normal se ver, claro, não existia essa coisa de tudo que se faz vai pro you tube. Pelo que lembro, nem sabia que existia you tube. Ainda bem, pois com certeza, aquelas ideias de imaginar a cena e imitar personagens bíblicos ou aquela cena de jogar uma galinha pra cima depois de fazer uma comparação entre a diferença da galinha e o pato (risos), sem dúvida,  estariam no you tube. Esquece isso!

Por mais que faço humor das atitudes e não das pessoas (nem todos entendem que é possível), não deixo de estabelecer meus limites. Para quem faço humor? Onde faço humor? do que faço humor? Guardo sempre esses princípios. O mais legal ainda do humor não é ridicularizar pessoas, e sim atitudes. E a arte do humor está na capacidade do humorista abordar ideias ou acontecimentos sem ridicularizar pessoas.

A todos,

Humor, graça e paz!!!

Eliseu de Lima

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Folheando as páginas da nossa vida


Durante esse trajeto de Brasília à Teresina, tive a oportunidade de refletir bastante sobre o trajeto de uma vida... a canção do Salmo 126 me ajudou muito. São seis versículos, cada um mais lindo do que o outro. Desde 2009 tenho desenvolvido uma série de mensagens dentro desse texto. Não é por acaso que tenho todos os versículos na minha memória. Realmente é uma excelente canção para nos ajudar a folhear as paginas da nossa visa. Para facilitar a compreensão do texto, vou dividir em três blocos. Vem comigo!

1. No primeiro bloco, os verbos são conjugados no passado. Por exemplo: Quando o Senhor "restaurou" a nossa sorte... "estávamos" como os que sonham... então a nossa boca "encheu-se" de risos... "se dizia": O Senhor "fez" coisas grandiosas por este povo". Esses verbos são expressões de quem viveu experiências com Deus e aprendeu trazer à memória aquilo que traz esperança... aprendemos muito com nossas experiências, nossas histórias, com nossos erros e acertos... Quando olho para o meu passado vejo o quanto Deus fez por mim.

2. No segundo bloco, os verbos são conjugados no presente..."estamos alegres"... e "restaura-nos". São expressões de quem olhou para o passado, trouxe á memória aquilo que dá esperança e de quem sabe que, o mesmo Deus que o libertou no passado pode libertar no presente. São expressões de quem aprendeu a confiar em Deus com as experiências do passado. Quanto a mim, aprendo que, nas encruzilhadas da vida hoje posso contar com o mesmo Deus que atuou no passado. Estou alegre, pois o estou certo de que Deus continua o mesmo...
3. No terceiro e último bloco, os verbos são conjugados no futuro. "Com cantos de alegria colherão" e "voltará com cantos de alegria". Folhear as páginas de a nossa vida é olhar para o passado, trazer à memória aquilo que dá esperança, é olhar para o presente e buscar a direção de Deus diante das encruzilhadas da vida. Essa habilidade de folhear as páginas da nossa vida nos ensina acreditar que aquele que começou a boa obra em nossas vidas é fiel para completar. Com alegria colheremos!

Eliseu


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Evangelismo Criativo

O que é ser criativo? É ter idéias novas e originais, mas não só isso. É também saber tornar as coisas rotineiras em algo atraente e novo.

Nessa série o caindo na graça apresenta coisas simples que proporcionaram grandes momentos no nosso ministério de ensino e evangelização.


Veja no you tube!
 http://youtu.be/2M8je9WDSUA

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Independente sim, mas não tanto


Para que consegui sua independência do poder de Portugal, o Brasil tornou-se "escravo" da Inglaterra, contraindo uma dívida de 2 milhões de libras esterlinas. Trocando em miúdos, essa liberdade não foi tão de graça assim.

De um jeito ou de outro, a verdade é que o Brasil nunca foi um país completamente livre. Desde o primeiro empréstimo externo (1824), uma dívida vem puxando a outra.

A dívida é uma palavra tatuada na pele da humanidade. Faz parte da história do mundo. Bem no começo, quando a cidade ainda era um jardim sem fim, na busca pela "liberdade", a humanidade adquiriu uma dívida. Essa Jesus quitou por nós! Não há mais condenação! Somos livres.

Mas tem um porém... (Repetindo) A dívida é uma palavra tatuada na pele da humanidade. De uma outra forma, essa liberdade quitada por Jesus me faz devedor. Sim! Receber o presente da salvação nos faz devedores, não de Cristo, que pagou o preço de valor infinito na cruz para cancelar nossa dívida. A salvação pela graça não é dívida devida a Deus! Se fosse assim, não seria fruto da graça. Graça não cria dívidas nas pessoas que se beneficiam da oferta de escapar do castigo do inferno e celebrar o imerecido privilégio da herança celestial.

Mesmo assim, Paulo reconhecia uma dívida pesada. Todos nós temos esta dívida também. Somos devedores dos que zanzam de um lado para outro, endividados no pecado e distantes da graça! e "aí de mim se eu não pagar essa dívida pregando o evangelho"

Eliseu de Lima
Pastor e Obreiro da Mocidade Batista Independente

domingo, 12 de maio de 2013

Nasci por uma ferida

Por Danilo Gentili

Hoje descobri que nasci por acidente. Sou fruto do acaso. Ao contrário de uma lata de lixo, por exemplo, que foi projetada antes de ser feita, meus pais não me planejaram. Sou um acidente.

Minha mãe me contou hoje, na hora do almoço, como foi que eu nasci. Ninguém me queria. Aconteceu que ela tinha uma ferida no útero. O médico mandou suspender os anticoncepcionais para o tratamento. Foi aí que eu entrei na história (e na minha mãe também). Nasci graças a uma ferida.

Um mês depois da minha mãe engravidar, manifestou-se um câncer em meu pai. Ele não poderia ter filhos nunca mais. Se tivessem esperado um mês pra me ter, não teriam me tido nunca mais. Não metido, mas me tido. O câncer não privou meu pai disso. Menos mal pra ele.

Minha mãe foi casada com meu pai até que a morte os separou, ou seja, até os 50 anos. Depois dos 50 não dá pra ter filhos. Seis meses depois de perder meu pai, minha irmã mais velha se foi. Resumindo: Se não tivesse ocorrido um acidente naquele exato momento (nem um mês mais tarde) minha mãe estaria sozinha hoje.

Minha mãe conta também que estou vivo por sorte. Nasci de fórceps e estava enforcado pelo cordão umbilical. Foi um parto delicado, e corri risco de vida. Faltou oxigênio em meu cérebro e os médicos não sabem até hoje como não fiquei com nenhuma seqüela (era pra eu ser retardado, ou algo assim). Minha mãe explicou que eu era a criança mais feia da maternidade. Devido ao fato de ter sido tirado com um "pé de cabra" a força, minha cabeça tinha muitos ematomas e estava todo deformado.

Agora encaixo uma coisa com a outra. Não é por acaso que sou feio e maluco. Minha mundofobia pode ser fruto de tudo isso também. Já nasci tomando na cabeça.

Com um pouco mais de reflexão sobre minha gênese, cheguei a uma conclusão: Posso não ter sido planejado pelos meus pais humanos. Mas as evidências levam a crer que fui planejado por meu Pai Celeste. Eu prefiro assim. Tudo que os humanos planejam acabam em merda mesmo. 

sábado, 27 de abril de 2013

A respeito de coisas que eu não posso deixar de saber



por  Ed René Kivits

Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino? Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V? Você sabia que o primeiro templo cristão começou a ser construído por Constantino, sob influência de sua mãe Helena, em 327 d.C., às custas de recursos públicos, e sua arquitetura seguia o modelo das basílicas, as sedes governamentais da Grécia e, posteriormente, de Roma, e dos templos pagãos da Síria? Você sabia que as basílicas cristãs foram construídas com uma plataforma elevada acima do nível da congregação e que no centro da plataforma figurava o altar, e à sua frente a cadeira do Bispo, que era chamada de cátedra? Você sabia que o termo ex cathedra significa "desde o trono", numa alusão ao trono do juiz romano, e, por conseguinte, era o lugar mais privilegiado e honroso do templo? Você sabia que o Bispo pregava sentado, ex cathedra, numa posição em que o sol resplandecia em sua face enquanto ele falava à congregação, pois Constantino, mesmo após a sua conversão ao Cristianismo, jamais deixou de ser um adorador do deus sol? Você sabia que o atual modelo hierárquico do Cristianismo, que distingue clero e laicato, teve origem e ou foi profundamente afetado pela arquitetura original dos templos do período Constantino?

Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história? Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos? Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?

Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra? Você sabia que este relato está registrado no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos? Você sabia que o terceiro evangelho, Evangelho Segundo Lucas, e o livro dos Atos deveriam formar no princípio uma só obra, que hoje chamaríamos de "História das origens cristãs"? Você sabia que os livros foram separados quando os cristãos desejaram possuir os quatro evangelhos num mesmo códice, e que isso aconteceu por volta de 150 d.C.? Você sabia que o título "Atos dos Apóstolos" surgiu nessa época, segundo costume da literatura helenística, que já possuía entre outros os "Atos de Anibal" e os "Atos de Alexandre"?

Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei. A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: "Os inimigos estão parcialmente certos". A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a essência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor. A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais. Vale a pena voltar à Bíblia. Não há outra fonte segura de informação e formação espiritual, senão a Bíblia Sagrada, especialmente o Novo Testamento.

Extraído do Irmãos.com

sexta-feira, 22 de março de 2013